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Agora é o suco do Brasil que preocupa produtores da UE

Valor Econômico On line - 13/09/2016 - Produtores europeus são contra a retirada dos impostos do suco de laranja vindo do Mercosul.

A Copa & Cogeca, poderosa central que representa agricultores europeus, continua a acompanhar com lupa as negociações em curso para o estabelecimento de um acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. E, depois de expor sua contrariedade em relação a uma maior abertura da UE para produtos como a carne bovina, por exemplo, agora realça sua preocupação com as tratativas que envolvem o suco de laranja.

O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) exportado por países do Mercosul — basicamente o Brasil, líder global nesse mercado — paga uma taxa equivalente a 12,2% do valor total para entrar na UE, ao passo que a tarifa incidente sobre o suco de laranja pronto para beber (NEC) é de 15%. O Valor apurou que representantes do Mercosul tentam convencer os negociadores da UE a retirar essas taxas em um prazo de até quatro anos, enquanto os europeus insistem em dez. Ocorre que a Copa & Cogeca quer que tudo continue como está, ainda que já sejam isentos de tarifas, graças a acordos bilaterais, sucos produzidos no Caribe, no norte da África e no México.

A UE importa 90% de todo o suco de laranja que consome, e 80% dessas compras são do produto do Brasil. A posição da Copa & Cogeca busca defender sobretudo os fabricantes de NFC da Espanha, que reúne o maior parque agrícola da Europa e tem cerca de 35% desse mercado específico na UE. "A oferta espanhola é pequena para atender à demanda da UE e, com ou sem tarifa, a competitividade de seu suco está garantida pelo câmbio", disse um analista. A UE absorve 70% dos embarques totais de suco de laranja do Brasil.

Apesar de a UE estar agora concentrada nos problemas gerados pela decisão do Reino Unido de deixar o bloco, a negociação com o Mercosul continua mantida e a preocupação da Copa & Cogeca com produtos considerados sensíveis, também. No caso da carne bovina, os produtores europeus já se manifestaram totalmente contrários a uma maior abertura, a ponto de Bruxelas recuar e deixar quaisquer concessões nesse segmento para um segundo momento, já na barganha final.

A posição dos produtores do Velho Continente sobre o suco apareceu agora, quando impuseram barreiras no Parlamento Europeu contra a votação do acordo comercial entre a UE e a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), que reúne África do Sul, Botswana, Lesoto, Moçambique, Namíbia e Suazilândia. Nesse caso, a Copa & Cogeca informou ter "sérias inquietações" com as cotas para os países da SADC exportarem, sem tarifas, 100 mil toneladas de açúcar demerara, 50 mil de açúcar branco e 80 mil toneladas de etanol — concessões que também deverão ser feitas, de algum modo, ao Mercosul.

Foi então que a central reclamou que a UE permitirá, ainda, a importação de volumes expressivos de laranjas da África do Sul, o que causaria mais problemas aos citricultores europeus, que já enfrentam a concorrência, no mercado de suco, dos exportadores brasileiros. Mas, no Mercosul, a bem da verdade, o Brasil não é o único alvo da Copa & Cogeca. No mercado de grãos, por exemplo, quem enfrenta a contrariedade da central é a Argentina, pelo potencial que suas exportações têm de prejudicar a renda dos europeus nos segmentos de trigo e canola, por exemplo. Nas negociações com o Mercosul, a UE oferece uma cota para a entrada de 200 mil toneladas de trigo com a incidência de uma taxa de € 6 por tonelada.