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Câmara Setorial quer desregulamentar controle de doenças

Canal Rural - 01/03/2016 - Pragas como cancro cítrico e o greening, as duas piores da citricultura, seriam controladas apenas com o manejo de pomares

Diante da impossibilidade de o país erradicar doenças citrícolas quarentenárias - aquelas de
importância econômica potencial -, a Câmara Setorial da Citricultura do Ministério da
Agricultura quer acabar com a legislação federal que obriga o citricultor a combatê-las.
Pragas como cancro cítrico e o greening, as duas piores da citricultura, seriam controladas
apenas com o manejo de pomares, o que já é feito pelos produtores. Deixaria de ser
obrigatória a erradicação de plantas e pomares doentes.

A ideia de desregulamentar o controle público dessas pragas foi apresentada por
representantes do Ministério da Agricultura durante a reunião da Câmara Setorial, nesta
quinta, dia 25, em Brasília, e surpreendeu os membros do órgão consultivo, a maioria
favorável à medida. Além da fiscalização difícil do próprio setor público, o argumento para
retirar a legislação de combate a essas doenças sustenta que elas chegaram a um estágio
nos pomares que torna impossível a erradicação.

Um exemplo é o cancro cítrico, que tinha uma incidência de 0,1% e 0,2% nos pomares
comerciais até 2009 e agora tem 10%. O crescimento ocorreu por conta do abrandamento
na legislação por pressão dos próprios produtores e da redução na obrigatoriedade de
erradicação de pomares. "A partir desse porcentual de incidência, a melhor opção são
medidas de manejo dessas doenças e de convivência com elas", disse ao Broadcast Agro,
serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, Antonio Juliano Ayres, gerente geral
do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).

Ele citou como exemplo de manejo um experimento feito pelo Fundecitrus em pomares do
Paraná com cancro cítrico. A área cujo controle adotado para mitigar a doença foi feito
registrou uma produção três vezes maior do que em pomares sem o manejo, bem como
índices desprezíveis de danos na fruta causados pela bactéria causadora do cancro.

O programa de manejo do cancro consiste na aplicação de cobre a cada 21 dias nas plantas
com brotação, a utilização de barreiras naturais como quebra-vento para impedir o avanço
da doença e ainda o uso de inseticidas para controlar vetores de outras doenças, os quais
têm efeito de indutor de resistência nas plantas com cancro.

Para o Fundecitrus, o programa de manejo seria ainda seguido de um de mitigação de riscos
com o intuito de evitar que a doença, presente nos pomares do Sul e Sudeste do Brasil,
avance para regiões produtoras do Nordeste, como Bahia e Sergipe, além de países onde a
fruta in natura é a principal fonte comercial da cultura, como a Espanha. Para a produção de
suco no Brasil, destino 80% da fruta, não há problemas se uma fruta tem cancro ou
greening. "Seria um programa que quem toma a decisão é o citricultor, que é o maior
interessado em produzir sua fruta de acordo com a exigência do mercado comprador",
explicou Ayres.

Já o presidente do Fundecitrus e indicado para presidir a Câmara Setorial da Citricultura,
Lourival Carmo Monaco, afirmou que a desregulamentação pública para essas doenças
quarentenárias de citros precisa ainda ser acompanhada de um amplo programa para
informar o produtor dos deveres e ainda treiná-lo para evitar o avanço ainda maior das
pragas.

Monaco afirmou que outra discussão da Câmara Setorial será a criação, junto ao governo,
de um programa para financiar a erradicação total de pomares abandonados no parque
citrícola comercial. Segundo a Pesquisa de Estimativa de Safra (PES), esses pomares ocupam
uma área de quase 10 mil hectares entre São Paulo e Minas Gerais, ou cerca de 2% de toda
a área cultivada com citros.

"Essas árvores são focos de greening e outras doenças e precisamos trabalhar para
fomentar a erradicação delas e incentivar o plantio de outras culturas para a produção de
alimentos, como grãos", afirmou. Uma ideia é criar, no Plano Agrícola e Pecuário
2016/2017, uma linha de crédito ao produtor para financiar essa troca de culturas.