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Pulverização aérea requer cuidados com as abelhas

Fundecitrus 18/10/13 - Entidade, juntamente com a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq/USP), criou propostas para a diminuição dos danos às abelhas durante a pulverização aérea

A pulverização aérea é uma das formas mais eficientes de aplicação de inseticidas em grandes áreas em curto período de tempo. No entanto, deve ser feita com a adoção de alguns cuidados para que as abelhas não sejam afetadas pelos defensivos.

Estes insetos são importantes para diversas culturas e, em algumas regiões, fazem parte da atividade agrícola com a produção comercial de mel. "O agronegócio, inclusive a citricultura, depende diretamente da ação das abelhas. Aproximadamente 90% das plantas frutíferas contam com seus serviços de polinização e as abelhas correspondem a 70% dos insetos polinizadores", explica o professor e coordenador do Centro de Estudos de Insetos Sociais do Instituto de Biociências da Unesp Rio Claro, Osmar Malaspina.

De acordo com o especialista, para não afetar as abelhas durante a pulverização aérea, o produtor deve tomar três cuidados indispensáveis: não fazer a aplicação sobre as matas localizadas no entorno das plantações, não realizar o procedimento na época da florada e pulverizar os defensivos a uma distância mínima das áreas de preservação. Segundo a instrução normativa nº 01 de 28 de dezembro de 2012, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o afastamento deve considerar o regulamento específico, o tamanho da gota e a distância de recuo da borda da cultura. A preservação das matas e a manutenção desses ambientes livres de contaminação têm como objetivo proteger os locais onde as abelhas constroem seus ninhos e se desenvolvem.

Outro cuidado é verificar se as abelhas não estão fazendo coletas, para que não haja o risco de contaminação do néctar e do pólen que serão transportados para o interior das colmeias.

Inseticidas suspensos
Em julho de 2012, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) emitiu um comunicado sobre o início de pesquisas para a reavaliação de defensivos associados a efeitos nocivos às abelhas. No mesmo documento, o órgão suspendeu a aplicação aérea dos ativos Tiametoxam e Clotianidida (Neonicontinóides), Fipronil (Fenilpirrazol) e Imidacloprido - apenas os dois últimos são utilizados pela citricultura. A recomendação é que o produtor consulte previamente a lista de inseticidas permitidos pela Produção Integrada de Citros (PIC).

Diversas parcerias entre instituições governamentais e universidades foram criadas para estudar o assunto e seus desdobramentos, como a coordenada pela Embrapa e Unesp Rio Claro que busca avaliar a deriva nas aplicações aéreas e suas consequências para as abelhas em situação de campo.

O Fundecitrus, juntamente com a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq/USP), criou propostas para a diminuição dos danos às abelhas durante a pulverização aérea, que foram entregues ao Mapa e ao Ibama e seguem em avaliação. As sugestões incluem a criação de comitê técnico-científico, programa de treinamentos teórico-práticos, manuais sobre pulverização agrícola, fomento a pesquisas científicas, intensificação de ações de conscientização e orientação a citricultores e empresas de aviação agrícola.