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China vê preço de suco concentrado de maçã despencar no mercado internacional

A grande oferta de suco concentrado de maçã (AJC, na sigla em inglês) da China está provocando queda no preço do produto no mercado internacional. Analistas indicam que a produção de AJC no país na temporada 2012/2013 deve chegar a 750 mil toneladas ou talvez 800 mil toneladas. Processadores já falam que o país pode enfrentar uma repetição do desastre de 2008/2009. Fontes do setor ainda dizem não acreditar que os estoques chineses de suco concentrado de suco de laranja tenham atingido os níveis apontados no gráfico abaixo. Contudo, existe um consenso geral de que o país possui pelo menos 300 mil toneladas do produto não embarcado.

No entanto, muito do que é especulado dos estoques não embarcados é palpite. Um fator que deve ser levado em conta é que o inventário na China não mostra o total dela. Isso porque a China tem transportado e estocado AJC nos EUA . "Os quatro gigantes da AJC tem muito do seu suco nos EUA, sem ter atingido vendas de acordos ainda. Isto significa que apenas mudou suas ações a partir dos armazéns chineses para armazéns na América", diz um contato em entrevista ao jornal FoodNews.

Isto é apoiado pelos últimos dados da MGEX , bolsa de futuros para suco concentrado de maça nos EUA, onde os dados de estoques são certificados. Ainda fora de seu pico de cerca de 5,0 milhões de galões (25,5 mil toneladas) , eles ainda estão em cerca de 4,4 milhões de galões (25 mil toneladas). No entanto, se houver um aumento súbito da procura de suco concentrado de maçã nos EUA, a China pode efetivamente fornecer instantaneamente, já que seus estoque e armazenamento a frio é mais abundante nos EUA do que na própria China. Por outro lado, se o preço global continuar a cair, os chineses terão um inventário de que podem vender com prejuízo. "Na minha mente, inventário é inventário. O fato de que ele estar nos EUA se torna bastante relevante. China terá um problema para gerenciar", diz outro contato ouvido pelo FoodNews.

Analistas chineses avaliam que o mercado dos EUA está felizmente coberto. Contudo, de acordo com dados da Nielsen, o consumo americano de AJC agora está começando a subir, depois de dois anos de declínio. Os preços mais baixos é um fator importante para explicar isso. Mas é possível que o inventário da China pode ser ainda maior do que o relatado. Nos seis meses desde o inicio de setembro de 2012 até o final de fevereiro deste ano, a China exportou apenas um quarto de um milhão de toneladas do produto. Levando em conta a produção de 500 mil toneladas e a estimativa é de exportação de 50 mil toneladas em março, aproveitando os preços mais baixos do concentrado de maçã, sobrariam 450 mil toneladas do produto. Isso apenas para o mercado interno.

De acordo com fontes do país, o consumo interno da China já é mais fraco do que era no passado, principalmente por conta da recente alta no preço, embora o sabor pêra continue muito popular entre os consumidores chineses. Imaginando que o consumo interno de suco concentrado de maçã atinja 50 mil toneladas em fevereiro, ainda restaria um estoque de 400 mil toneladas do suco. "Este é o período mais escuro para o AJC", disse um processador. Diante desse cenário os preços desabaram para os piores níveis em seis meses. O AJC chinês está sendo comercializado a US$ 1.550 por tonelada, no porto do Rotterdan. Isto significa que o preço caiu pela metade em pouco mais de um ano e meio. Já vendedores entregando o produto por US$ 1.150/tonelada, enquanto compradores na Europa dizem que os valores são de US$ 1.075 a US$ 1.100 a tonelada. Processadores na China concordam que alguns frigoríficos menores estão vendendo o produto abaixo de US$ 1.150 a tonelada quando os compradores se recusaram a seguir nesse nível, e afirmam que pelo menos um dos grandes processadores do país está oferecendo o produto a um preço tão baixo quanto US$ 1.050/tonelada.

E a situação pode piorar. Isso porque a safra de maçã na Polônia vem se desenvolvendo muito bem. Processadores do país começam a retomar a produção de AJC tendo frutas de qualidade e mais baratas, fruto de infraestrutura do país e de um novo entreposto. Os preços das matérias-prima na Polônia deve girar em torno de E$ 88 a tonelada. Mesmo assumindo um rendimento de oito toneladas de fruta para uma tonelada de AJC, seriam um gasto de E$ 700 de matéria-prima por tonelada. Adicionando uma média de E$ 250 por tonelada como custo de processamento, significaria um custo total médio de produção na casa de confortáveis E$ 1 por Kg.

No entanto,câmaras frigoríficas na Polônia já mantém a fruta em excelente estado e o país exporta maçãs frescas para a Ucrânia. Esperava-se que uma boa parte iria para processamento, mas na verdade, todos foram para a venda de frutas frescas. Como maçãs mais suculentas exigem apenas sete toneladas de frutas por tonelada de AJC, é bem possível que a estimativa dos processadores ainda sejam pessimista. Assim, a previsão é de que o AJC com acidez de 2,0 a 2,5%, a partir dessa nova produção terá preços a partir de E$ 1,00 a E$ 1,10 por quilo, o equivalente a US$ 1.280 a US$ 1.400 por toneladas. Isso ainda vai ser muito baixo, até mesmo para o novo patamar de preço chinês.

Agora, a grande questão é saber se a Europa terá de importar qualquer AJC da China. Cálculos de processadores poloneses indicam que não há mais do que 25 mil toneladas de AJC não embarcado na Polônia e a Europa precisa de 60 mil a 70 mil toneladas do produto até que a próxima safra. Ainda é desconhecido quanto AJC polonês será processado na primavera, mas não poderá ser uma quantidade enorme.

Além disso, o Chile está fornecendo a bebida para a Europa este ano. O Chile exportou pouco mais de 20 mil toneladas de AJC para a Europa em 2012. O preço do produto chileno terá de ser fixado agora em US$ 1.200 por toneladas para ser competitivo, embora o AJC com baixa acidez (como o produto faz) ainda está com um ligeiro prêmio. Assim , a Europa pode precisar comprar talvez 30 mil toneladas de AJC chinês. Se o verão do hemisfério norte europeu precoce for quente, então a demanda por sucos vai aumentar, e os preços mais baixos também irão simular a demanda de fabricantes de refrigerantes. Com isso, a Europa pode precisar comprar 50 mil toneladas de AJC chinês.

Mas, mesmo com isso, e um renovado interesse de compra dos EUA, ainda vai deixar a China com um grande problema para a próxima temporada.

Com informações do portal FoodNews