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* Laranja madura

11/09/2009 09:31:00
* Laranja madura

Revista Globo Rural - edição 286 - Agosto de 2009

http://revistagloborural.globo.com/EditoraGlobo/componentes/article/edg_article_print/1,3916,1703463-1641-1,00.html

LEIA MAIS: Como a ciência pode ajudar a combater as doenças dos citros

Campo de cultivo de laranja no estado de São Paulo: nos últimos oito anos, valores reais recebidos pela caixa caíram 20%

A citricultura brasileira é marcada por conflitos entre produtores de laranja e indústrias de suco. A partir de 2006, a relação desgastou-se ainda mais com a denúncia que levou o Poder Público a investigar um suposto cartel, por meio do qual empresas combinariam preços pagos aos agricultores, que já sofriam com perdas sucessivas de renda - nos últimos 8 anos, os valores reais recebidos pela caixa de laranja caíram 20%, e explodiram os gastos com doenças, como o greening. Mas os dois elos da cadeia, que elevam o país à condição de maior fabricante e exportador de suco de laranja do mundo, estão tentando aparar as arestas. As indústrias finalmente sinalizam a intenção de retomar o diálogo com os citricultores, ao criar uma nova associação, a CitrusBR. No campo, agricultores desdobram--se para permanecer na atividade, investindo em associativismo, inovações agronômicas e de gestão - além das tentativas recorrentes de chamar a atenção do governo para a situação delicada em que vivem. Ao menos agora, produtores e processadoras de suco começam a alinhar objetivos: agir para regulamentar e revigorar o setor, antes que ele se esfacele de vez.

As últimas duas safras de laranja no Brasil foram beneficiadas pela alta dos preços do suco no mercado externo, com a menor oferta do segundo maior produtor global da fruta, o estado da Flórida, Estados Unidos, que teve boa parte de seus pomares destruídos por furacões em 2005. Mas nem todos conseguiram aproveitar o bom momento. 'Agricultores que tiveram um bônus no contrato pela valorização do produto entre 2006 e 2008 ganharam fôlego extra, mas há muitos que não se beneficiaram e estão fragilizados, descapitalizados', afirma Margarete Boteon, pesquisadora do Cepea/Esalq - Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, de Piracicaba, SP.

Segundo Maurício Mendes, presidente da consultoria AgraFNP e especialista no mercado de laranja, a temporada também está pressionada por elevados estoques internacionais e preços em baixa. 'Desde o pico em outubro de 2006, quando a tonelada do suco concentrado chegou a quase 3 mil dólares, o produto só perdeu valor: hoje, está na faixa de 1,2 mil a 1,3 mil dólares', diz. Com perspectivas de vendas mais apertadas, indústrias engataram marcha lenta nas negociações, e a falta de comprometimento com a compra da fruta alimenta as incertezas de produtores como Renato de Queiróz.

Renato Queiróz: 'Continuo porque tenho esperança de que o setor volte a ficar mais rentável'

Membro de uma família tradicional no cultivo de laranja em Colina, SP, Queiróz está sem contrato nesta safra e as 40 mil caixas que espera colher ainda estão sem destino. Na tentativa de resguardar a renda das oscilações da citricultura, o produtor decidiu diversificar a produção há cerca de seis anos. 'Comecei a arrancar alguns pomares e investir em cana-de-açúcar, plantios de seringueiras e em um viveiro com 150 mil mudas de plantas nativas', afirma. Mas como o cultivo de laranja ainda é o carro-chefe, a preocupação é grande. 'Continuo porque ainda tenho esperança que o setor volte a ficar rentável', diz ele.

Segundo a Associtrus - Associação Brasileira de Citricultores, grande parte dos produtores de laranja de São Paulo, maior polo mundial de cultivo da fruta, está como Queiróz, queimando reservas ou se endividando. 'Hoje, o custo de produção está em 14 reais em certas regiões e a indústria tem pago, em média, 3,50 reais no portão', afirma Flávio Viegas, presidente da entidade. A relação desanimadora entre custos e preços tem expulsado muitos do setor, que acabam recorrendo principalmente à cana-de-açúcar.

Na cidade de Bebedouro, que enriqueceu com os laranjais na áurea década de 1980, o fechamento da unidade da Citrosuco em fevereiro foi apenas um estímulo adicional ao processo de migração. 'Em 1991, havia 45 mil hectares com laranja no município e apenas 3 mil hectares de canaviais. Hoje, são 19,4 mil hectares com a fruta e 35 mil hectares com cana', compara Walkmar Brasil de Souza Pinto, chefe da Casa de Agricultura da cidade.

Na avaliação de Viegas, o fortalecimento do setor passa pela maior organização dos produtores. 'Infelizmente, o citricultor brasileiro perde muito porque está acostumado a pensar em soluções individualizadas', diz. E já há quem esteja colhendo bons frutos por apostar na união para virar a mesa.

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Em 2000, produtores de Itápolis, SP, receberam a proposta de entregar suco de laranja convencional para o mercado europeu por meio do selo Fair Trade (comércio justo). Para aproveitar a oportunidade, a saída foi criar a Coagrosol - Cooperativa dos Agropecuaristas Solidários de Itápolis, reunindo inicialmente 35 agricultores. 'Passamos a contratar fábricas menores da região para o processamento da fruta, ao mesmo tempo em que vislumbramos a possibilidade de cultivar laranja orgânica como mais um diferencial', explica Reginaldo Vicentim, gerente de negócios da Coagrosol. E a aposta nesse nicho avançou: dos 120 associados, 30 já produzem laranja orgânica - há 9 anos, eram apenas oito -, totalizando 50 mil dentre as 400 mil caixas da fruta reunidas anualmente pela cooperativa, que acabou por ampliar as vendas para Japão, Estados Unidos e Canadá. É fato que existem entraves. 'É complicado financiar estoques de suco por um período mais longo, depois que a falta de crédito provocada pela crise mundial fez os compradores reduzirem o ritmo de pedidos', diz Euclair Costa, presidente da Coagrosol. Há também dificuldades na área de produção, e o agricultor Euclésio José Vicentim as conhece bem. Ele sente falta de variedades mais resistentes e de técnicas específicas para a produção de laranja orgânica. 'Além disso, vários insumos liberados para esse cultivo aumentaram muito de preço nos últimos anos, caso do enxofre, o que colaborou para encarecer a produção', afirma Euclésio, que deve colher mil caixas nesta safra. Ainda assim, o plantio de laranja orgânica leva vantagem. Os produtores da Coagrosol recebem 8 reais pela caixa da fruta convencional, ao custo de 10 reais. No caso da orgânica, ganham de 14 a 15 reais pela caixa, tendo gasto entre 10 e 12 reais para produzi-la - ou seja, a margem é pequena, mas há lucro.

O agricultor Euclésio Vicentim e os representantes da Coagrosol, Euclair Costa e Reginaldo Vicentim: benefícios com a laranja orgânica

O produtor Cleiner Renesto é o mais novo cooperado a se animar com o abandono do plantio tradicional. No começo do ano, ele estava decidido a vender o sítio, deprimido com o pomar de 26 hectares da variedade hamlin que não via adubo há três anos, pelo enxugamento de custos. Foi então que a Coagrosol o estimulou a apostar na laranja orgânica. 'Estou fazendo um teste com 400 pés e, se os resultados forem positivos, a intenção é migrar totalmente a propriedade', diz. A busca por novas soluções de rentabilidade não mobiliza apenas produtores de menor porte. Também os grandes estão atentos, a exemplo da Fazenda Cambuhy, em Matão, SP, que possui 8 mil hectares cobertos com laranja. Nos últimos anos, a Cambuhy montou um pacote com inovações em produção e gestão - e muitas dessas práticas podem vir a se tornar realidade no restante dos pomares no futuro, inclusive nos de tamanho reduzido.

De acordo com Fernando Tersi, gerente agrícola da fazenda, um dos principais objetivos é a elevação da produtividade e um dos meios para atingi-la é a diversificação de porta-enxertos. Atualmente, 80% da citricultura utiliza apenas um porta-enxerto, o limão-cravo. Na Cambuhy, já são usados outros, caso da citrumelo swingle e das tangerinas cleópatra e sunki. 'O limão-cravo é muito suscetível a doenças como morte súbita e declínio. Com as outras espécies, a incidência desses problemas é bastante reduzida. Mas a maioria dos produtores ainda fica com a planta porque é mais rústica, enquanto as demais exigem mais tratamento', diz.

Há ainda uma preocupação com o maior adensamento dos pomares. Na década de 80, eram plantadas 200 árvores por hectare; nos anos 1990, esse número subiu para 300; em 2000, chegaram a 450 plantas, e, com o advento do greening, a partir de 2004, já reúnem de 600 a 800 plantas por hectare. 'A maior concentração permite manter um bom nível de produtividade, mesmo que haja perdas de árvores', diz Tersi. Pelas características da região onde está a Cambuhy, quente e com deficit hídrico, a irrigação foi mais uma saída encontrada para incrementar a produtividade, na ordem de 30%. Nas áreas não irrigadas, o rendimento é de 700 caixas por hectare; nas irrigadas, são cerca de mil caixas (enquanto a média estadual é de 550 caixas). A propriedade também cultiva o hábito de podar árvores, algo que poucos citricultores brasileiros fazem. 'A medida é importante para facilitar as inspeções de doenças, como o greening e o CVC (clorose variegada dos citros)', afirma. O rigor nessas operações propiciou que a fazenda perdesse, nos últimos cinco anos, somente 2,4% da área para o greening, enquanto a região possui cerca de 70% de plantas infectadas. 'A legislação pede quatro inspeções anuais nos pomares contra o greening, mas realizamos de quatro a cinco verificações nos laranjais adultos e de oito a dez nos mais novos. E a planta encontrada infectada é erradicada no mesmo dia', diz Tersi. No que diz respeito à redução de custos, a Cambuhy investe no controle individualizado de operações como pulverização e roçagem, e também dos rendimentos da mão de obra (estimulada com bônus para superar as metas). 'Olhamos a produção com uma lupa, com o objetivo de melhorar cada pequeno detalhe de desempenho', afirma o gerente agrícola.

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Em Itapetininga, SP, viveiro do produtor João Carlos Matta abriga 400 mil mudas, mas pode chegar a um milhão

Mas há quem tenha ido procurar economia nos gastos com a produção longe das regiões paulistas tradicionais na citricultura, caso de João Carlos Matta. Ele já possuía fazendas de laranja no norte de São Paulo e em Minas Gerais. Em 2001, resolveu adquirir uma propriedade em Itapetininga, no sul paulista, uma das áreas para as quais a citricultura está se expandindo no estado.

O estímulo para o investimento foi dado pelas ótimas condições de produção de laranja no local, a exemplo do clima mais ameno, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano (o que evita despesas com irrigação) e menor pressão de pragas, como leprose e ferrugem. O resultado? Custo de produção cerca de 20% menor que o do norte paulista. 'Consigo ter alta produtividade, vender a laranja praticamente pelo mesmo preço que em outras regiões, a mão de obra é mais barata e até as laranjas temporãs eu comercializo sem grandes dificuldades', afirma o citricultor.

Confiante no potencial de Itapetininga, Matta construiu há cerca de um ano e meio um viveiro, aproveitando o conhecimento que já possuía por manter outro centro de produção de mudas em Olímpia, SP. 'Temos hoje 400 mil mudas, mas há infraestrutura para alcançar um milhão', diz.

Tersi, da Cambuhy, em Matão, SP: fazenda implementa inovações em produção e gestão

Porteira afora, o esforço de renovação da atividade continua. Em julho, centenas de agricultores de São Paulo, Sergipe e Bahia, três dos principais produtores nacionais de laranja, rumaram à Brasília na expectativa de sensibilizar a classe política para os problemas do setor. Depois de uma audiência pública no Congresso, os citricultores conseguiram incluir algumas solicitações no relatório da Comissão Especial da Crise da Agricultura, a cargo do deputado Abelardo Lupion (DEM-PR). Dentre elas, o pedido de que se estabeleça um preço mínimo para a comercialização da caixa da fruta.

A mudança no sistema de remuneração tem sido uma solicitação constante dos produtores de laranja. Tomando-se como referência os contratos praticados pela indústria de suco paulista, o intervalo de preços em cada safra variou muito por conta do tipo de contrato negociado. O resultado é uma realidade desigual ao longo da cadeia - na colheita do ciclo 2008/2009, o preço mínimo dos contratos ficou na média de quase 6 reais a caixa, mas houve picos de mais de 14 reais, segundo levantamento do Cepea.

Uma das principais sugestões para reequilibrar o segmento é o Consecitrus. A iniciativa é inspirada no Consecana - Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo, que criou um modelo de pagamento baseado no teor de sacarose e nos preços do açúcar e etanol vendidos pelas usinas nos mercados interno e externo. Assim, com o Consecitrus, haveria um novo tipo de contrato, referência em todas as negociações, com o preço da matéria-prima vinculado ao do produto final e até à qualidade da fruta (como a partir de seu teor de sólidos solúveis, relacionado à quantidade de açúcar que possui). E, ao que tudo indica, as reivindicações podem surtir efeito, já que a indústria voltou a posicionar.

Lohbauer nega cartel da indústria. 'Há tendência de concentração no agronegócio', diz

Em abril, as gigantes Cutrale, Citrosuco, Louis Dreyfus Commodities e Citrovita se reuniram em uma nova associação, a CitrusBR - Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos, presidida por Christian Lohbauer, egresso da diretoria executiva da Abef - Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos. O objetivo da entidade é tornar as ações dessas companhias mais transparentes e desfazer a má reputação que conquistaram, melhorando a relação com os agricultores. Para isso, a CitrusBR já estuda uma nova forma de remuneração. 'A citricultura teve um contrato padrão até 1993. Hoje, verifica-se que aquele modelo era mais eficiente que o atual, pois minimizava as tensões entre produtor e indústria', diz Lohbauer. Assim, segundo ele, existe espaço para negociar o Consecitrus. 'O que fica em aberto é de que maneira ele será constituído e quem estará ali representado. Ele não pode ter a mesma estrutura do Consecana, porque o setor é diferente, as margens são menores e a cana tem um mercado interno muito relevante, o que não é o nosso caso', afirma.

Além de chamar a atenção do governo para a questão da renda, os citricultores também conseguiram agendar para 25 de agosto uma audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que pretende discutir a cartelização do setor, motivo de duríssimos embates. Em janeiro de 2006, a Polícia Federal promoveu a Operação Fanta, com busca e apreensão em processadoras de suco. Os documentos retirados da Montecitrus e da Coinbra-Frutesp (hoje controlada pela Louis Dreyfus) estão em análise na Secretaria de Direito Econômico, em Brasília, DF. O material da Cutrale foi deslacrado apenas em março deste ano, e o da Citrovita ainda não foi liberado. As empresas negam as acusações. Para Lohbauer, há uma tendência natural de concentração no agronegócio e a laranja apenas saiu na frente. 'As coisas estão mudando, a exemplo da união entre Sadia e Perdigão, no setor de carnes. Então, se há poucos compradores e muitos produtores, os compradores têm mais força, e isso não acontece só na citricultura', diz.

Em meio às divergências, produtores e indústrias convergem sobre o fato de que é preciso fortalecer o consumo de laranja no Brasil e no exterior, na tentativa de reverter a redução da demanda em importantes mercados.

Um dos principais motivos da diminuição da procura, segundo o analista Maurício Mendes, é a alta nos valores do suco no período pós-furacões. 'As cotações da commodity vêm caindo, mas os supermercados na Europa e Estados Unidos ainda não baixaram os preços na mesma proporção', diz. Aliado a isso, intensificou-se a concorrência do produto com refrigerantes, isotônicos, águas com sabor e néctares (que contém de 20 a 30% de suco de fruta), quase sempre mais baratos que o suco de laranja.

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Contra essa tendência de queda, as empresas passaram a apostar nas vendas do NFC, o suco não concentrado, que hoje já detem 23% do volume e 40% do faturamento das exportações brasileiras do segmento. Apesar de exigir mais investimentos em logística, por ocupar seis vezes o volume da bebida concentrada, o produto é mais caro e apresenta demanda mundial mais aquecida. Mas a CitrusBR não descarta o mercado interno. 'O Brasil é um dos maiores mercados consumidores do mundo em vários setores, por que não também no de suco de laranja industrializado?', questiona. Para Viegas, uma campanha que esclareça os benefícios da fruta é fundamental para alavancar o consumo no país. 'Criou-se o estigma de que o produto é muito calórico, quando na verdade possui importante atuação para a saúde humana, no combate ao colesterol ruim e na redução do risco de câncer', diz. O foco seria mesmo o suco, não a laranja in natura, que não é vista como uma solução a curto prazo. 'Esse mercado já é enorme e é difícil aumentá-lo pela própria mudança nos hábitos de consumo globais. Aqui, só cabe uma especialização, com variedades mais adequadas para mesa', afirma Margarete Boteon.

Ações do governo paulista já apontam para o fortalecimento do mercado interno. Em junho, a Secretaria de Agricultura de São Paulo anunciou estudos para tornar mais firme a demanda por suco de laranja. A intenção é incluir o produto em 30 unidades dos restaurantes populares Bom Prato e na merenda escolar. Os institutos de pesquisa do órgão devem ainda produzir documentos com recomendações nutricionais da bebida.

Se esse punhado de iniciativas vai frutificar o consenso entre citricultores e indústrias, só o tempo vai dizer. O importante é que começa a ser construído o caminho que leva a uma nova citricultura.

O POMAR NA PONTA DO LÁPIS
Para Margarete Boteon, pesquisadora do Cepea, a citricultura está iniciando um novo ciclo, que deve ser marcado pela maior imprevisibilidade, com preços mais sujeitos a oscilações. Por isso é importante que o produtor apure bem os custos - e não apenas os gastos correntes, como os desembolsos com insumos e mão-de-obra. Como a citricultura é um investimento de longo prazo é preciso atentar ao Carp - Custo Anual de Reposição do Patrimônio, uma 'poupança' anual que o agricultor deveria fazer a cada safra para reinvestir no negócio, substituindo ativos como pomar, máquinas e implementos. Além do Carp, Margarete defende que o agricultor faça uma reserva de capital, extraída da receita, para suportar quedas de rentabilidade. 'O problema é que muitos citricultores não conseguiram fazer essa reserva nas últimas safras e estão descapitalizados. Se os preços da laranja não reagirem no segundo semestre, não terão condições de investir na cultura no próximo ano', diz.