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01/11/2016
Economista prevê mais um ano difícil na Flórida

The Ledger - 01/11/2016 - Pelo segundo ano consecutivo, a maioria dos citricultores da Flórida sofrerão um período difícil em obter lucro, se as atuais condições do mercado continuarem adversas.

Segundo a Diretora de Pesquisa Econômica e de Mercado do Departamento de Citros da Flórida, Marisa Zansler, apresentou as perspectivas da safra 2016-17 para a Comissão de Citros da Flórida. Em seu relatório, Marisa prevê um aumento de 4% no preço médio de varejo para o suco de laranja 100% vendidos nos EUA e um declínio de 7% nas vendas de varejo para esta temporada. Se a previsão de vendas estiver correta, ela marcaria pela 15ª vez nas últimas 16 temporadas uma queda nas vendas de varejo americano.
 
Zansler explicou que baseou sua visão em tendências econômicas e consultas com líderes da indústria de citros da Flórida.
 
A perspectiva na produção de citros americano em 2016-17 vai terminar em níveis próximos a previsão mensal inicial feita pelo Departamento de Agricultura em 70 milhões de caixas de laranjas de 40.8 kg, 9,6 milhões de caixas de grapefruit e 1,65 milhões de caixas de tangerinas e tangelos. Isso representa uma redução de 14% da colheita de 2015-16 de laranja, uma queda de 11% em grapefruit e um declínio de 8,6% em tangerinas e tangelos.
 
"Com menos caixas, estamos prevendo a redução do lucro, com uma ressalva", disse Zansler.
 
A safra inferior deve empurrar para cima os preços para as laranjas e toranjas adquiridos pelos processadores de suco do estado, que comprarão 95% da safra de laranja da Flórida e 53% de grapefruit, afirmou Marisa.

Zansler baseou sua estimativa de rentabilidade sobre os preços agrícolas previstos e que os custos de produção de fertilizantes, defensivos agrícolas e outras práticas ficariam iguais a temporada de 2015-16. 

Mas muitos produtores disseram ao The Ledger que pretendem reduzir custos de produção nesta temporada, principalmente em áreas que não produzem frutos suficientes para cobrir os custos. "Certamente não faremos mais experimentos", disse Marty McKenna, um produtor de Lake Wales e membro da Comissão de Citros. 
 
McKenna se referiu a várias experiências para controlar a propagação do greening e diminuir os danos da doença nas árvores, principalmente a produção de frutos. Desde que a doença surgiu em 2005, a produção de laranja na Flórida caiu para 242 milhões de caixas na temporada 2003-04.
 
A perspectiva de Zansler sinalizou que as fábricas processadoras da Flórida produziriam apenas 368 milhões de litros de suco de laranja da safra deste ano, uma queda de 17% em relação à última temporada já que os estoques disponíveis para 2016-17 de suco de laranja para venda podem cair 7% chegando a apenas 1,1 bilhão de litros. 
 
Incluindo o Brasil, maior produtor de laranja do mundo, a disponibilidade de suco de laranja em 2016-17 vai diminuir em 18%, chegando em quase 2,5 bilhões de litros. A laranja produzida no Brasil e a produção de suco de laranja também diminuiu desde que o greening chegou no país em 2004.
 
Ainda que o custo de venda do suco de grapefruit 100% nesta época caia 4% para 52,1 milhão de litros a última colheita seria de aproximadamente 54,4 milhões de litros. Já o preço mais alto do suco de grapefruit no varejo podem sofrer uma queda de 50.6 milhões de litros ou subir ligeiramente para 54.4 milhões de litros com o preço de venda menor.