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04/10/2016
Wow, dona da Sufresh, recebe aporte de US$ 40 mi

Valor Econômico - 04/10/2016 - Investimento feito por fundo estrangeiro vai permitir à fabricante de sucos e néctares se reestruturar para enfrentar concorrentes

O International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial, aprovou um aporte de US$ 40 milhões na Wow Nutrition, fabricante dos sucos SuFresh, do chá Feel Good, das bebidas à base de soja Soyos, dos adoçantes Assugrin, Gold, Tal&Qual e Doce Menor e dos produtos de nutrição infantil Vitalon.

Desse recurso, US$ 25 milhões referem-se a um aporte de capital e os outros US$ 15 milhões são um empréstimo, com prazo de pagamento de cinco anos. As condições do financiamento não foram divulgadas, nem a participação que o IFC terá na Wow Nutrition.

O capital social da companhia é de R$ 351,3 milhões. A companhia tem como sócios o Fundo de Investimentos em Participações BFT (FIP BFT), com 55,79% do capital; a OEP Nutrição Participações (do grupo One Equity Partners), com 39,67% das ações; Porto Novo Participações, com 1% e a família fundadora (Edson Change, Maximilian Nikolaus Hermann e Ya Jen Chang Barrreto), com 3,54% de participação. Como parte do acordo, o IFC Brasil terá uma cadeira no conselho de administração da companhia.

Ricardo Oliveira Machado, vice-presidente de operações da Wow Nutrition, disse que os recursos vão fortalecer o caixa da companhia e serão usados para ampliar e modernizar as fábricas e desenvolver projetos de distribuição e exportação. A Wow Nutrition possui uma fábrica em Caçapava (SP) e uma unidade de processamento de frutas em Manaus. A companhia emprega 1,1 mil pessoas.

"O valor é pequeno, mas indica o interesse de um investidor relevante no futuro da companhia", afirmou Machado. A negociação durou cerca de um ano. Luiz Daniel de Campos, executivo de agronegócios do IFC no Brasil, disse que o IFC decidiu entrar no capital da companhia porque vê um grande potencial de expansão no longo prazo. Há dois anos o IFC não fazia aporte de capital em empresas brasileiras do agronegócio. Os últimos investimentos foram na Biosev e no frigorífico Minerva.

Campos disse ainda que o IFC Brasil negocia financiamentos da ordem de US$ 100 milhões em outras empresas do agronegócio brasileiro, até junho de 2017. Nos últimos quatro anos, o IFC investiu US$ 620 milhões em empresas de agronegócio e alimentos no Brasil.

A Wow Nutrition é uma empresa de médio porte, com faturamento anual de R$ 500 milhões, dos quais 78% vêm do negócio de bebidas. Na categoria de sucos, seu principal negócio, a Wow é a segunda do mercado, com 17,5% de participação, segundo dados da Euromonitor International. A Coca-Cola Femsa (dona da Del Valle) lidera o setor, com 43,8% de participação. A Britvic (dona da Maguary) é a terceira maior concorrente, com 16,1% do mercado.

Nos últimos anos, a Wow Nutrition sofreu com a competição mais acirrada. No início de 2016, a empresa demitiu 160 funcionários em Caçapava, para ajustar a folha de pagamento à produção mais 
baixa. A empresa também teve um pedido de falência requerido pela fornecedora Centrosucar, mas chegou a um acordo para quitar a dívida em atraso.

Além da entrada da Britvic no país, a Coca-Cola reforçou o portfólio com a compra da Ades, de bebidas à base de soja pertencente à Unilever. A operação foi anunciada em junho, por US$ 575 milhões, e foi aprovada esta semana pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Ambev também passou a competir nesse mercado com a compra da empresa Do Bem, em abril.

Para se manter entre gigantes, a Wow planeja usar os recursos do IFC para ampliar a rede de distribuição, hoje com 124 distribuidores exclusivos, e instalar refrigeradores em pontos de venda, acompanhando a tendência dos rivais. A empresa pretende modernizar suas fábricas e também desenvolver as exportações. Atualmente, a companhia exporta sucos para 15 países, mas o volume é pequeno, segundo Machado.

O executivo disse ainda que as vendas no Brasil caíram de janeiro a agosto, por causa da recessão, mas as encomendas do varejo aumentaram em setembro. "A expectativa para o quarto trimestre é fechar com um resultado estável ou com um pequeno crescimento em volume em relação ao mesmo período de 2015", disse Machado.