NOTÍCIAS
compartilhar este link
O HLB é a bola da vez

17/02/2017 11:31:41
As gigantes fazem suas apostas

09/08/2016 12:29:03
A problemática fila da Anvisa

25/07/2016 12:44:28
Vem aí o suco expresso?

19/07/2016 14:17:06
O vale dourado da Sun Pacific

11/07/2016 16:30:25
Lista PIC

21/05/2015
Greening causa perdas na China

17/04/2015 15:30:27
Heinz e Kraft anunciam fusão

26/03/2015 17:11:06
Uma doutora em defesa do suco

09/03/2015 15:48:52
Um viva para os benefícios

02/03/2015 15:03:31
Modelo Consecitrus II

04/02/2014 16:13:00
Mais verba contra o greening

03/02/2014 11:12:00
Produção em queda

10/12/2013 15:43:00
Momento de unir forças

01/11/2013 12:43:00
A safra de Steger

19/08/2013 19:09:00
Informação compartilhada

09/08/2013 11:09:00
Os caminhos da citricultura

25/04/2013 13:01:00
Citricultura na TV

11/04/2013 15:11:00
Laranjas em queda

11/04/2013 14:24:00
Doenças avançam

08/04/2013 12:23:00
Novos rumos para a laranja

13/03/2013 16:02:00
Os números da safra

08/03/2013 15:47:00
O mapa dos citros na Europa

03/01/2013 11:29:00
Menos laranja na Flórida

12/12/2012 15:06:00
Europa desvendada

16/10/2012 15:29:00
18/08/2016
UE ameaça barrar importação de cítricos do País

Estadão - 18/08/2016 - Bloco econômico rejeitou oito contêineres com limão tahiti que tinham uma doença conhecida como cancro cítrico, inexistente nos países europeus.

A União Europeia (UE) ameaçou embargar as importações de frutas cítricas brasileiras após rechaçar oito contêineres com limão este ano. As cargas de limão tahiti continham frutas com cancro cítrico. Elas foram embarcadas em Santos (SP) e entrariam no bloco econômico pela Inglaterra. A doença, uma das principais da citricultura, é comum no Estado de São Paulo, mas não existe na Europa e é considerada uma ameaça à produção do continente, principalmente na Espanha e na Itália, maiores produtores locais de laranja e tangerina.
 
As exportações de limão tahiti praticamente dominam as vendas externas de frutas cítricas frescas do Brasil e a União Europeia é o principal mercado brasileiro. Entre janeiro e julho deste ano, as exportações de limão movimentaram 68,58 mil toneladas e US$ 64,15 milhões. Essas cifras representam 84% do volume total de 81,70 mil toneladas de todos os citros comercializados e 93% do faturamento, de US$ 68,73 milhões no período. Para a UE, foram exportadas 60,45 mil toneladas de limão tahiti, com uma receita de US$ 57,24 milhões nos primeiros sete meses de 2016.
 
Após a comunicação oficial das autoridades sanitárias do bloco econômico europeu e depois de uma teleconferência com representantes do Ministério da Agricultura, técnicos da pasta e da Secretaria de Agricultura de São Paulo enquadraram produtores do interior do Estado. Na semana passada, equipes dos dois governos fizeram ações de rastreabilidade das frutas e de fiscalização nas chamadas “packing houses”, que são armazéns usados entre a colheita e a exportação dos citros.
 
Descumprimento. O Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, apurou que, por causa dos preços remuneradores pela venda do limão tahiti na União Europeia, produtores se descuidaram da questão sanitária nas exportações e enviaram frutas já com sinais iniciais de cancro como, por exemplo, lesões nas cascas. 
 
“Pelas fotos que nos mandaram fica claro que o fruto já saiu daqui com cancro. Houve uma precipitação por conta do preço do limão e não houve o cumprimento das regras”, disse uma fonte do Ministério da Agricultura.
 
Já o superintendente federal da Agricultura em São Paulo, Francisco Jardim, afirmou que o número de cargas exportadas rechaçadas – oito contêineres entre 1.058 enviados desde o início do ano – pode parecer pequeno, mas supera em muito o limite tolerável pela União Europeia, de até cinco cargas rejeitadas por ano. “Não pode ter rechaço se o sistema funcionar direito e não foi isso que aconteceu”, alertou Jardim.
 
De acordo com o superintendente do Ministério da Agricultura no Estado, assim que houve a comunicação por parte da União Europeia, foi feita uma reunião prévia com os exportadores, a qual antecedeu as vistorias feitas nas packing houses. “Alguma coisa está errada e, por isso, estamos auditando todo o processo”, afirmou Francisco Jardim.
 
Segundo o superintendente, com o rastreamento, será possível identificar responsáveis técnicos. “Vamos chamá-los para conversar e, se for o caso, podemos até retirar a autorização para a exportação”, concluiu.