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28/07/2016
Para emagrecer, malhação com laranja

Correio Braziliense - 28/07/2016 - Pesquisa realizada na Espanha com 18 voluntários mostrou que compostos encontrados na laranja ajudam a queimar mais gordura durante os exercícios físicos.

Comer laranjas, tangerinas e toranjas pode ajudar a melhorar os resultados da academia. Segundo estudo espanhol, a p-sinefrina presente em frutas cítricas é a responsável pela turbinada. Os cientistas observaram que processos ligados à queima de gordura do corpo foram impulsionados pela suplementação com a substância enquanto voluntários praticavam atividades físicas. Os autores da pesquisa, publicada nesta semana na revista internacional British Journal of Clinical Pharmacology, acreditam que os achados podem servir para otimizar estratégias de perda de peso.

A p-sinefrina é encontrada em baixas concentrações nas frutas cítricas e em maior quantidade em produtos como o extraído de laranja amarga. Esse alcaloide também é usado como base de suplementos para o emagrecimento com a efedrina, um estimulante do sistema nervoso. Mesmo comercializada, a substância ainda não havia sido estudada a fundo.

"Há pouca informação científica sobre os efeitos dessa substância no metabolismo, a oxidação de substratos de energia durante o exercício e os efeitos colaterais do consumo contínuo dela", justificou, em um comunicado à imprensa, Juan Del Coso, pesquisador da Universidade Camilo José Cela, na Espanha, e um dos principais autores do trabalho.

Participaram do experimento 18 pessoas, que foram submetidas a duas etapas de teste: na primeira, consumiram 3mg de p-sinefrina e, depois, um placebo, usado para a comparação dos resultados. Uma hora após a ingestão de cada substância, os cientistas mediram o gasto de energia. A pressão arterial foi medida antes e depois de os voluntários usarem uma bicicleta ergométrica.

Os pesquisadores observaram melhora em processos envolvidos na queima de gordura do corpo quando os voluntários consumiram o alcaloide. "A substância provocou uma mudança notável durante o exercício. Aumentou a taxa de oxidação de gordura e de carboidrato durante exercícios de intensidade baixa para moderada", explicou o especialista. A equipe observou também que a substância não alterou o gasto de energia, a frequência cardíaca e a pressão arterial.

"A vantagem da p-sinefrina é que a sua ação reduzida não alterou a ativação de alguns receptores específicos, o que, consequentemente, reflete em uma fraca influência no aumento da tensão arterial e da frequência cardíaca. Isso significa que a substância tem menos efeitos colaterais do que outros estimuladores de adrenalina", destacou Del Coso. A equipe acredita que suplementos de p-sinefrina possam ser úteis na perda de peso.

Complemento

Para Camila Biete de Oliveira, nutricionista especialista em nutrição esportiva funcional pela VP Consultoria Nutricional, em São Paulo, o trabalho espanhol é interessante, mas ela frisa que a ingestão do suplemento em dietas é algo que só pode ter resultados em parceria com atividades físicas. "A perda de peso está relacionada a vários fatores, como alimentação adequada e prática frequente de exercícios. Suplementos alimentares como os que contêm p-sinefrina podem ajudar, mas não são determinantes. Tampouco podem ser usados como estratégia única para perda de peso", detalhou.

Segundo a especialista, o trabalho se destaca por trazer dados ainda desconhecidos na área científica. "O uso de suplementos alimentares com substâncias que estimulam a queima de gordura não é algo novo. O extrato da laranja amarga, que contém a p-sinefrina, por exemplo, é comumente usada por praticantes de atividade física como uma das formas de aumentar termogênese e contribuir para a queima de gordura. No entanto, são poucos os estudos que mostram os efeitos dessa substância na oxidação de gorduras, como o mostrado nessa pesquisa, o que a torna bastante interessante", opinou.

Os autores dos laçam a necessidade de mais estudos para determinar os efeitos do uso a longo prazo dessa substância na produção de energia, como ela age com o metabolismo em repouso e a utilização do substrato durante o exercício. Para Oliveira, o trabalho espanhol merece uma ampliação de análise futura. 

"Devem incluir no estudo amostra e tempo de intervenção maiores para que possa ser possível avaliar os efeitos da p-sinefrina por um longo período de tempo e comparar com outras substâncias consideradas termogênicas, como a cafeína", sugere. A nutricionista também acredita que o trabalho deve ser feito com intervenções em grupos distintos. "Como obesos e praticantes de exercício físico", exemplifica.