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Vem aí o suco expresso?

Gigantes como Coca-Cola e PepsiCo investem no desenvolvimento de máquinas caseiras que fazem sucos de frutas com uso de cápsulas. Uma nova tendência de consumo que promete mexer com o mercado de bebidas

Há pouco mais de 20 anos o lançamento de máquinas que permitiam produzir café em casa, utilizando cápsulas, deu uma nova dinâmica para o mercado dessa bebida. Uma revolução que pode estar chegando aos sucos de frutas. Isso porque algumas das principais empresas engarrafadoras, como PepsiCo e Coca-Cola, estão investindo

no desenvolvimento de máquinas semelhantes às de café expresso, mas que permitam fazer chás, refrigerantes e sucos em casa. Uma nova tendência de consumo que deverá trazer mudanças para esse mercado. No caso do suco de laranja, uma bebida com ocasiões de consumo bem definidas e muito sensível à mudança de comportamento do consumidor, a dúvida é se as máquinas serão um novo canal de vendas ou um concorrente para o produto.

Na briga por esse novo segmento, a Coca-Cola Company deu o primeiro passo ao firmar parceria com a Keurig Green Mountain, fabricante de cafés e chás e concorrente da Nespresso. Juntas, as empresas desenvolveram uma máquina para cápsulas de bebidas frias, incluindo parte do portfólio da Coca. A novidade, batizada de Keurig Kold, foi lançada no mercado norte-americano no ano passado, é capaz de servir água com gás, refrigerantes, sucos e espumantes. Segundo a empresa, a parceria está em linha com a crescente demanda dos consumidores por variedade e funcionalidade, “uma vez que fornece uma forma conveniente para desfrutar as marcas que eles gostam, através da preparação em casa, mantendo um sabor perfeito o tempo todo”.

O troco da PepsiCo veio com a parceria com a SodaStream, empresa especializada no desenvolvimento de máquinas e cápsulas. Depois de uma série de testes de protótipos de máquinas em pequenas redes varejistas da Flórida, a empresa lançou a linha HomeMade, que disponibiliza parte de suas bebidas em cápsulas. 

O anúncio da entrada das duas companhias no mercado de máquinas caseiras acontece em um momento estratégico para ambas, já que o consumo de refrigerantes vem sofrendo leve queda diante do apelo crescente pelo consumo de bebidas mais saudáveis. “Este investimento é uma forma eficiente de a Coca-Cola Company entrar em novas categorias de produtos, diversificar o seu portfolio e angariar novo posicionamento de varejo e de embalagens”, afirmou a companhia por meio de nota.

Essa tendência não se restringe ao mercado americano e europeu. No Brasil, a venda de máquinas para fazer suco já é uma realidade. A primeira máquina do tipo a desembarcar no país foi a B.Blend, fruto de uma joint venture entre as empresas, Whirlpool e Ambev. A  máquina prepara bebidas quentes e frias, incluindo refrigerantes, sucos, néctares e cafés. Já a PepsiCo colocou no mercado brasileiro seu  kit Drinkfinity, composto por uma garrafa reutilizável e cápsulas que, misturadas a água, viram energéticos, isotônicos e bebidas frias à base de cafeína. Por enquanto, as cápsulas não produzem suco e nem o refrigerante da Pepsi, mas a possibilidade não está descartada. "O Drinkfinity é uma plataforma, e o que temos hoje é apenas a primeira expressão de suas possibilidades", diz Hernan Marina, diretor da marca.

Resta esperar para saber quais reflexos as cápsulas de suco trarão para o mercado internacional de sucos de frutas. 


NO RASTRO DA NESPRESSO

Criada há 23 anos pela Nestlé, a marca Nespresso foi uma das pioneiras no

mercado de máquinas de cafés em cápsulas. Com 400 lojas espalhadas por mais

de 55 países, ela se tornou símbolo do mercado de cafés gourmet. Um segmento

que, segundo dados da Euromonitor, movimenta cerca de US$ 7 bilhões em todo o

mundo. Não à toa a empresa tornou-se inspiração para quem quer vender suco

em cápsulas. Para dar suporte à sua estratégia, a Nespresso investe em

programas de qualidade para a compra de grãos nos diversos países em que

compra o café, incluindo o Brasil, um dos principais responsáveis pelo

fornecimento do grão arábico à empresa. Com um portfólio variado de produtos, a

empresa também lança mão de uma estratégia agressiva de marketing, que

inclui a produção de campanhas globais protagonizadas pelo ator americano

George Clooney, garoto-propaganda da marca. Dessa forma, a Nespresso

tornou-se um case de sucesso e viu sua iniciativa ser reproduzida mundo afora

por algumas das maiores redes de cafeterias do planeta, incluindo a Starbucks