NOTÍCIAS
compartilhar este link
O HLB é a bola da vez

17/02/2017 11:31:41
As gigantes fazem suas apostas

09/08/2016 12:29:03
A problemática fila da Anvisa

25/07/2016 12:44:28
Vem aí o suco expresso?

19/07/2016 14:17:06
O vale dourado da Sun Pacific

11/07/2016 16:30:25
Lista PIC

21/05/2015
Greening causa perdas na China

17/04/2015 15:30:27
Heinz e Kraft anunciam fusão

26/03/2015 17:11:06
Uma doutora em defesa do suco

09/03/2015 15:48:52
Um viva para os benefícios

02/03/2015 15:03:31
Modelo Consecitrus II

04/02/2014 16:13:00
Mais verba contra o greening

03/02/2014 11:12:00
Produção em queda

10/12/2013 15:43:00
Momento de unir forças

01/11/2013 12:43:00
A safra de Steger

19/08/2013 19:09:00
Informação compartilhada

09/08/2013 11:09:00
Os caminhos da citricultura

25/04/2013 13:01:00
Citricultura na TV

11/04/2013 15:11:00
Laranjas em queda

11/04/2013 14:24:00
Doenças avançam

08/04/2013 12:23:00
Novos rumos para a laranja

13/03/2013 16:02:00
Os números da safra

08/03/2013 15:47:00
O mapa dos citros na Europa

03/01/2013 11:29:00
Menos laranja na Flórida

12/12/2012 15:06:00
11/07/2016
O vale dourado da Sun Pacific

Como a empresa transformou sua marca em seu maior patrimônio e despontou como um dos principais exemplos de uma região especializada em vender suas frutas com alto valor agregado

O Estado da Califórnia é conhecido pelos americanos como “The golden state”, ou o Estado dourado. A descrição faz todo sentido para a empresa Sun Pacific, uma das mais tradicionais produtoras e processadoras de citrus dos Estados Unidos, que desde 1969 vem transformando as suas laranjas cultivadas naquela região numa verdadeira mina de ouro. A companhia é responsável por colocar nas prateleiras de supermercados espalhados por todo país cerca de 75 milhões de caixas cartonadas de frutas, entre laranjas, uvas, kiwis e tomates, por ano. Uma produção cultivada numa área que ocupa aproximadamente 14 mil hectares, na região de San Joaquin Valley. Os dados são robustos, mas o grande capital da empresa está muito além da frieza dos números. Nos últimos 46 anos, ela construiu uma marca consolidada e famosa em todos os Estados Unidos. Um patrimônio que lhe permite ter uma relação direta com os consumidores, vender seus produtos com “nome” e, consequentemente, alto valor agregado. “Não basta apenas colocar uma marca no mercado e se diferenciar pela qualidade. Você precisa explicar ao consumidor o que é que ele está comprando e por que o seu produto é melhor”, afirma o presidente de marketing da companhia, Robert Di Piazza.

A Sun Pacific é um exemplo do sucesso de uma estrutura de produção e comercialização bem consolidada na Califórnia, onde existem centenas de empresas que vendem suas frutas focando na qualidade dos produtos e no marketing direto para valorizar o seu produto. O Estado responde por 30% da produção de citrus do país, a maior parte voltada para o consumo in natura. 


No caso da Sun Pacific, para garantir um maior controle de qualidade, eles optaram por um modelo de produção quase 100% verticalizado, no qual produzem praticamente toda a fruta que processam. A seleção e o controle de qualidade são feitos em cinco grandes packing houses, que ao todo somam uma área superior a 96,1 mil metros quadrados, incluindo armazenagem, resfriamento, seleção e embalagem. O maior deles fica em Maricopa, tem capacidade para produzir mais de 40 mil sacos de laranjas por hora e possui nada menos do que 84 linhas de seleção de frutas. Segundo Di Piazza, 80% das laranjas navelinas da empresa são produzidas em uma das fazendas próprias. Além disso, a Sun Pacific também produz 90% das mandarinas, 100% dos kiwis e 100% das uvas. “No caso das clementinas Cuties, produzimos 80% e temos apenas dois citricultores que nos fornecem os outros 20%”, explica o executivo.

Outro pilar da empresa são os robustos investimentos em marketing, com campanhas em TVs, rádios, jornais, revistas e internet, além de parcerias com redes de restaurants como o McDonald’s. O executivo explica que o mercado de mandarinas concorre cada vez mais com as laranjas navelinas, o que para ele tem tudo a ver com a facilidade do consumo. De tão bem-sucedida, a estratégia passou das laranjas para a marca de kiwis da empresa, a Mighties. “Nossos principais consumidores são as crianças e as mães, por isso a praticidade é um diferencial.”

A empresa não revela os valores de investimentos em publicidade nem outras informações, como o volume produzido e a receita, guardados a sete chaves, mas uma matéria do The Wall Street Journal apontou que a companhia investiu nada menos do que US$ 20 milhões, em 2012, em uma campanha de alcance nacional para promover a Cuties, um ano antes de adquirir 100% da marca. De olho em oportunidades para expandir as vendas, a empresa quer crescer em novos mercados. Atualmente, cerca de 20% da produção é exportada principalmente para China, Coreia do Sul, Japão e Austrália, além da Europa. E é justamente no continente europeu que a companhia quer popularizar sua marca de mesa. “Estamos olhando para a Espanha e o Marrocos, buscando inclusive novas áreas para cultivo, a fim de atender à demanda europeia”, explica Di Piazza.