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11/01/2016
Vendas de água de coco crescem no Brasil

O Estado de Minas - 11/01/2015 - Demanda pela bebida cresceu 16% até novembro, segundo Nielsen

O mercado de água de coco no Brasil vem crescendo a passos largos. Pelos menos é o que indica um levantamento feito pela Nielsen. Segundo o instituto de pesquisas a bebida está entre os produtos que lideram a lista de setores sobreviventes à crise em 2015, com aumento de 16% nas vendas até novembro. Nas gôndolas, a bebida já disputa uma fatia de mercado com sucos, isotônicos e refrigerantes, aproveitando-se da busca pela saúde e bem-estar. 

“Estamos entrando num naturalismo, na busca frequente por produtos cada vez mais saudáveis e naturais”, explicou Francisco Porto, presidente do Sindicato Nacional dos Produtores de Coco no Brasil (Sindicoco). Segundo ele, o consumo da fruta in natura no país cresce entre 10% e 15% ao ano. “Além de ser um produto que ganhou o mercado internacional, a água de coco vem competindo com outras bebidas, inclusive, os refrigerantes, que já vêm perdendo espaço para as bebidas naturais”, destaca. No ano passado, a produção brasileira de refrigerantes recuou 5,9%, de acordo com dados do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe), da Receita Federal do Brasil.

De olho no potencial de consumo da água de coco e no crescimento das exportações para os Estados Unidos e a Europa, o número de empresas investindo na fruta vem registrando aumento significativo. No grupo JPL Foods, dono da marca João dos Cocos, com sede em Contagem, na Grande BH, a água de coco em latinha já supera a comercialização de outros produtos do grupo e responde por 5% da receita da companhia. A lata foi lançada em 2010 e é vendida em todo o estado. “Vamos aumentar os investimentos este ano diante do crescimento nas vendas e do faturamento”, resume Fátima Normandia Lacerda, representante de vendas da empresa, sem detalhar números.

A marca carioca do bem (escrita em minúsculo mesmo), que firmou parceria global com o grupo Casino na França e El Corte Ingles, na Espanha, já conta com mais de 20 mil pontos de venda para a comercialização da água de coco e outras bebidas naturais. “A água de coco, há seis anos tem uma grande receptividade, principalmente no verão. Feita com o coco anão verde, conseguimos levar a experiência da praia para a caixinha”, disse Marcos Leta, diretor e idealizador da do bem.
 
Nos campos, a região Nordeste do Brasil ainda é a maior produtora de coco no país, responsável por mais de 70% da colheita. No entanto, em Minas Gerais, os coqueirais já ocupam 2,2 mil hectares, a maior parte concentrada no Rio Doce e no Norte do estado, respondendo cada um por cerca de 12,9 milhões de frutos ou 35% da colheita de coco, conforme balanço da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção do fruto é expressiva também no Jequitinhonha/Mucuri (4,7 milhões de frutos), Zona da Mata (3,2 milhões de frutos), e Triângulo (1,9 milhão de frutos). Em 2015, Minas Gerais produziu 36,9 mil toneladas de coco. No país, a área de cultivo de coqueirais já soma 229,9 mil hectares, distribuídos entre as variedades gigante, anão e híbrido (cruzamento entre gigante e anão).